Editorial

CHAMANDO O FUTURO

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2018 foi um ano de grandes resultados!

Foi a consequência de um intenso trabalho de desenvolvimento e de crescimento, assente numa dimensão formativa bem sustentada na cultura, na criação artística e na implicação social, pilares que fazem parte do código genético da Casa Chapitô.

A nossa Escola de Circo certifica com qualidade reconhecida, e é cada vez mais um passaporte para a vida profissional na área vasta das artes do espectáculo.

Assistimos hoje ao surgimento de festivais de artes circenses, espectáculos vários, telenovelas, academias, projectos artísticos, que são organizados e/ou participados por inspirados artistas formados no projecto Chapitô.

E serenamente percebemos que cumprimos! O Chapitô, desde os anos 80, dedica-se à investigação, à pesquisa e à recriação da história do circo em Portugal, assente na vivência artística tradicional, mas enriquecendo-a com uma dimensão mais contemporânea e de livre criação, em diálogo estreito com muitas outras artes performativas. Trouxe para Portugal a experiência das escolas artísticas de Circo lançadas nos anos 80 por Jack Lang, Ministro da Cultura em França, e foi aí que comecei a construir os alicerces do que viria a ser a Escola de Circo do Chapitô.

Este passado fecundo chama um futuro que já é!

O novo ano de 2019 será um tempo marcado pela inovação no pensar, pela ousadia no agir, pela superação do que nos separa e nos reduz, pelo empenhamento de todos na mudança que urge.

Mudança que exige mais e melhor comunicação, mais proximidade e entrosamento, para que possamos garantir a qualidade na criação, desocultando rotinas instaladas e fazendo de cada dia uma aventura sempre nova e exaltante.

O circo é o nosso território de criação, a convocar muito e rigoroso trabalho intensivo! Aqui não há lugar para o desistir nem para o adiar!

Por isso, no Chapitô tudo é urgente, tudo é precioso, tudo se liga a tudo. Cada passo que damos, cada análise que fazemos, cada diálogo que mantemos, cada atenção que prestamos, seja na Loja, seja na Oficina, seja no ensinar e no educar, seja numa reunião, seja num espectáculo, seja até nos momentos de lazer, a autenticidade e o profissionalismo têm que estar sempre presentes.

O que está em causa é demasiado importante para nós e para o mundo – é o crescimento e a evolução das artes ao serviço da inclusão social, é a cultura de portas abertas, assente na pluralidade acolhedora e na transdisciplinaridade fecunda, inspirando apresentações de circo cada vez mais inovadoras, quer nas artes quer nos ofícios, marcadas por uma dramaturgia que dialoga com o virtuosismo de cada artista, e que coloca as artes circenses no centro do que melhor se faz no mundo das artes do espectáculo.

Ao longo de 40 anos o Chapitô tem formado e preparado um “exército de artistas” capazes de enfrentar todo e qualquer espaço, dos mais tradicionais aos mais inovadores. Tem aberto caminhos para muitos rumos, certificando e dando o garante artístico, cultural, cívico e físico, a todos os que saem da nossa Escola e pretendem dar à sua vida um destino profissional, não descurando também o apoio aos artistas emergentes.

É preciso continuar a caminhar, passo a passo mas seguros, animados e sustentados em tantos anos de caminhada, como se todos os dias fossem dias de festa, numa dança partilhada para nunca mais esquecer, mesmo com incertezas, que “the show must go on”.

Tanta energia, tanta existência, tanto esforço, tanta resiliência, algumas desilusões, mas ainda toda a esperança!

Que em 2019 essa esperança nos salpique com o seu aroma forte e nos faça perdurar vivos e com muita energia positiva!... ou não fosse eu uma respigadora de vidas!

2019 será o ano do Grande R:
Reconstruir – Reabilitar – Reforçar – Reparar – Reanimar – Resguardar – Reintegrar – Rever – Revolucionar

Isto tudo, todos os dias

2019, Ano Revelação!


Teresa Ricou

Este Mês Cá por Casa

Em Janeiro pelo Chapitô

Aconteceu

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Bartô / Biblioteca

Trupe Sénior

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